sexta-feira, 10 de julho de 2009

HISTÓRIA DE SABARÁ - MG

Segundo alguns historiadores, em 1674 o mito do eldorado atraiu os primeiros bandeirantes e aventureiros a região Sabará. Os primeiros méritos, na corrida contra o ouro no leito do rio das velhas, foram para o bandeirante Manuel Borba Gato, que acabou sendo acusado de assassinato por ter se desentendido com o fidalgo português Dom Rodrigo Castelo Branco pela posse das minas. Mesmo ficando foragido por 18 anos nas matas, Borba Gato manteve contato com a família em São Paulo e chegou a ser condecorado a tenente-general do Mato em 1698, em seu primeiro encontro com o governador Arthur de Sá Menezes.Neste período, o arraial de Sabará era o mais populoso de Minas Gerais. As primeiras vilas foram criadas para receber o governador e o capitão-general Antônio de Albuquerque de Carvalho, em 1711. A Villa Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará foi decretada dentre as outras e mantida como provínca até 1715. Um ano antes, havia sido instituída a comarca do Rio das Velhas. O reconhecimento da Villa Real como município de Sabará somente ocorreu na primeira metade do século XIX. Assim foram juntamente instituídos os distritos de Ravena, Mestre Caetano e Carvalho Brito.


Nota: Nossa turma visita a cidade no próximo dia 18/07.

sábado, 13 de junho de 2009

Igreja São Francisco de Assis, de Ouro Preto, entre as 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo


Foi divulgado nesta quarta-feira, 10 de junho, o resultado do concurso que elegeu as 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo. Entre as vencedoras, estão a Igreja São Francisco de Assis, de Ouro Preto, e o Mosteiro e Ordem Terceira de São Francisco, de Salvador. As vencedoras concorreram com 27 monumentos do mundo inteiro. Ao todo, construções históricas em 16 países concorreram ao título.
O continente americano foi representado pelo Brasil e Uruguai apenas. Dos monumentos presentes no Brasil, concorreram o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas), Igreja São Francisco de Assis (Ouro Preto), Mosteiro de São Bento (Olinda), Convento de Santo Antônio e Ordem Terceira (Recife), Mosteiro de São Bento (Rio de Janeiro), Fortaleza de Príncipe da Beira (Rondônia), Mosteiro e Ordem Terceira de São Francisco (Salvador).
O Brasil atingiu o número máximo de monumentos escolhidos por país, já que cada nação não poderia ter mais que duas maravilhas escolhidas. Segundo a organização do concurso, o critério adotado na escolha dos monumentos levou em consideração o valor histórico e patrimonial da construção. Segundo a presidente da Embratur, Jeanine Pires, "Com certeza a eleição de dois monumentos brasileiros entre as sete maravilhas portuguesas do mundo, é mais um diferencial que o nosso País, dono de uma riqueza natural e cultural enorme, oferece ao turista português", afirmou.
A eleição das “Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo” pretende, de acordo com a organização do evento, resgatar o orgulho dos portugueses em ter um papel fundamental na formação do mundo contemporâneo.
A cerimônia que anunciou as 7 maravilhas ocorreu em Portugal e as votações foram realizadas no site do evento:
www.7maravilhas.pt

domingo, 24 de maio de 2009

Coral BDMG na Estrada Real

A música colonial mineira em suas origens
Coral BDMG na Estrada RealRegência: maestro Arnon Sávio Reis de OliveiraO Coral BDMG percorre a Estrada Real em Minas Gerais, levando a música colonial mineira às suas origens.Desde 2005, o Coral BDMG já visitou 35 localidades nos trechos da Estrada Real, realizando concertos de músicas sacras compostas nas cidades históricas mineiras no século XVIII e início do século XIX . O grupo, vinculado ao Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG Cultural, desenvolve o projeto “Coral BDMG na Estrada Real” que tem contado com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e tem por objetivos:- a divulgação da música brasileira, especialmente da música colonial mineira;- a realização de evento cultural que realce as potencialidades da região, de fácil acesso à população local;- o incremento da atividade turística na área do Programa Estrada Real, através da disponibilidade de evento cultural relacionado à história e cultura regionais;- a divulgação do Programa Estrada Real;- a associação às ações do BDMG na região para divulgação de seus produtos.Para 2009, serão realizados mais 10 concertos em Cachoeira do Campo, Ipoema, São Bartolomeu, Mariana, Morro Vermelho, Raposos, Carrancas, Lagoa Dourada, Coronel Xavier Chaves e Resende Costa.Em 2008, duas cidades foram visitadas: Itabirito e Glaura, distrito de Ouro Preto.Em 2007, o Coral BDMG realizou concertos em São João del-Rei, Tiradentes, Três Corações, Baependi, Santa Luzia, Ouro Preto, Guanhães, Barbacena, Antônio Carlos, Passa Quatro e Conselheiro Lafaiete em Minas Gerais e Lorena em São Paulo. Também foram realizados concertos especiais em Belo Horizonte-MG e Ouro Fino-MG, municípios que não integram o circuito da Estrada Real, atendendo convite de patrocinadores.Em 2006, foram realizadas apresentações em Itabira, Caeté, Serra da Piedade, Congonhas, Entre Rios de Minas, Caxambu, Pouso Alto, Conselheiro Lafaiete e Passagem de Mariana em Minas Gerais e Paraty no Rio de Janeiro, destino final do Caminho Velho da Estrada Real.Em 2005, o Coral realizou concertos em Catas Altas, Seminário do Caraça, Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Juiz de Fora, Matias Barbosa, Nova Lima, Prados, Santa Bárbara, São Brás do Suaçuí, São Lourenço e Serro, além do lançamento oficial na Assembléia Legislativa de Minas Gerais em Belo Horizonte.Como registro dessa trajetória, o Coral BDMG gravou em 2008 o CD Coral BDMG na Estrada Real - A música colonial mineira em suas origens.Os concertos são apresentados normalmente em igrejas coloniais e têm acesso gratuito ao público. São precedidos de apresentação explicativa das peças, sua elaboração, o compositor e sua inserção na cultura musical e na história de sua época. O maestro, regente e professor Arnon Sávio Reis de Oliveira tem despertado especial interesse do público ao associar a música com os aspectos históricos, socioeconômicos e culturais do período colonial.Foram selecionadas peças representativas dos principais compositores e das diversas regiões do circuito da Estrada Real, como: da região de Ouro Preto e Mariana, Pe. João de Deus de Castro Lobo Marcos Coelho Neto e Jerônimo de Souza Lobo; do Serro e Diamantina, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita; de Tiradentes, São João del-Rei e Prados, Manoel Dias de Oliveira e Pe. José Maria Xavier; e, em homenagem às demais cidades e aos demais compositores, muitos anônimos, Antônio Lopes Serino, a quem se atribui a Ladainha, cópia encontrada no Curral del-Rei, hoje, Belo Horizonte, mas de origem desconhecida, como seu autor.
Roteiro 2009

Cachoeira do Campo, Ouro Preto-MG, 30 de maio, sábado, 21h, Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.

Ipoema, Itabira-MG, 21 de junho, domingo, 9h, Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

São Bartolomeu, Ouro Preto-MG, 4 de julho, sábado, 19h, Igreja de São Bartolomeu.

Mariana-MG, 5 de julho - domingo, 12h15, Catedral da Sé, com acompanhamento no órgão Arp Schnitger por Josinéia Godinho.
Fonte: http://www.bdmgcultural.mg.gov.br/coralbdmg/coralfram.htm
APOIO CULTURAL: AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo - MG

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Turma N1RES1 em Catas Altas - MG

By: Roberta Soriano

sábado, 16 de maio de 2009

Turma visita o Caraça e Catas Altas


Nossa turma esteve em visita neste sábado, 16 de maio, ao Santuário do Caraça e a cidade de Catas Altas. Esta foi a nossa primeira visita técnica, onde estivemos acompanhados pelo professor Rodrigo Meniconi, um dos responsáveis pela restauração do Caraça.

Ele nos apresentou a obra detalhando cada passo do processo que resultou na preservação das ruínas do prédio incendiado e a nova estrutura.

A visita e o passeio ainda proporcionam uma inteiração e entrosamento da turma que caminha junta a pouco mais de um mês.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Curso de restauração em Ouro Preto é pioneiro no país




Quinta-feira, 09 de abril de 2009 - 16:46
Eles lidam com materiais e técnicas de construção antigas. Possuem noções de história da arte e da arquitetura para não comprometer a pureza do estilo arquitetônico original. São os restauradores. No Brasil, o instituto federal de Minas Gerais, campus de Ouro Preto, oferece o curso superior de tecnologia em conservação e restauro, o primeiro e único do país.
A certificação desses profissionais foi tema de convênio entre o Ministério da Educação e a Agência de Cooperação Espanhola no ano passado. O acordo prevê que os institutos da rede de educação profissional e tecnológica realizem um trabalho conjunto com a Oficina Escola para torná-los aptos a certificar pessoas especializadas na área. A Oficina Escola qualifica jovens para o ofício no Brasil há 20 anos.
O curso em conservação e restauro forma pessoas para promover a conservação e restauração de prédios, igrejas e casarios – imóveis detentores de valor histórico e artístico. O curso tem duração de seis semestres e já formou uma turma. Atualmente, há três turmas em andamento.

Ana Júlia Silva de Souza

quinta-feira, 14 de maio de 2009

7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo - Vote em Ouro Preto


Convidamos a todos, a participarem da eleição do Concurso das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, onde Ouro Preto está inserido.

Acesse este link: http://www.7maravilhas.sapo.pt/
cadastre e vote na cidade de Ouro Preto (Igreja de São Francisco de Assis).

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Alunos de Conservação e Restauro do IFMG participaram da palestra : "Paris Ìntima" na FAOP

Paris Íntima sugere impressões da capital francesa, através de um passeio por suas faces íntimas, deslumbrantes e fugitivas. A Fundação de Arte de Ouro Preto FAOP, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, promoveu nesta quinta-feira, dia 07 de maio, às 19 horas, no auditório da Casa Bernardo Guimarães, na Rua Irmãos Kennedy, nº 601, bairro Cabeças, em Ouro Preto, a palestra Paris Íntima, com professora doutora Rachel Uziel. No ano em que o Brasil homenageia a França, Rachel Uziel convida, em sua palestra, para uma viagem audiovisual apaixonante, na busca pelos aspectos invisíveis da cidade luz.Paris Íntima faz parte de uma série de 20 palestras que compõe o curso “Paris – Museus: Janelas”, que Rachel vem ministrando em diversos países. Empregando uma linguagem multimidiática, através de recortes e intervalos musicais; além de uma série de registros fotográficos de David Henry – que ilustraram recentemente as versões em inglês e francês do livro O Código Da Vinci -, Rachel Uziel promove um passeio por Paris, e apresenta faces fugitivas, deslumbrantes, banais e vergonhosas da capital francesa, procurando enfocar a dimensão sócio-cultural da cidade.
Rachel Uziel . Traz uma vasta experiência de 20 anos como conferencista em diversos museus de Paris, incluindo o Louvre. Possui doutorado pela Universidade de Sorbonne (1986) e trabalhou como docente de literatura hebraica e brasileira em Paris III. Traduziu para o hebraico e francês obras dos mais importantes escritores brasileiros como Jorge Amado, Clarice Lispector e Moacyr Scliar. É autora dos livros Paris com suas 100 faces (1996), publicado em hebraico e o livro de poemas A Casa das Palavras (1995), publicado em francês e português.

domingo, 26 de abril de 2009

Santuário do Caraça - Destaque

Hoje o Caraça é conhecido principalmente pelos seus atributos naturais. Poucos sabem que o seu passado revela um importante centro de formação educacional.A sua história teve início ainda no século 18 com a construção do Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Fundado em 1820 pelos irmãos Lazaristas Antônio Ferreira Viçosa e Padre Leandro Rabelo Peixoto, o Colégio do Caraça foi durante muito tempo uma referência na educação nacional. Era conhecido pela sua rigidez e capacidade de formar um tipo ideal conservador de homem. O colégio não tinha o objetivo de formar profissionais especializados. De acordo com a historiadora Mariza Guerra de Andrade "o seu valor deve ser entendido pela dimensão preparatória para a vida pública – tratava-se de educar aqueles que não eram como todos, mas como poucos, daí seu caráter socialmente classificador". Entre os mais ilustres que por lá passaram estão: Afonso Pena, Artur Bernardes e outros. As aulas duraram de 1820 a 1912.O nome Caraça vem do tipo de formação geográfica que se assemelha a uma grande cara. A altitude e localização do colégio proporcionavam um isolamento do mundo que refletia na missão pedagógica do local. Uma viagem ao Caraça é um dos passeios mais interessantes e obrigatórios de Minas Gerais. A sua história revela muito do passado de Minas Gerais e do Brasil: política, cultura, natureza e gastronomia. Em 1955 o Santuário do Caraça foi tombado pelo então SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

segunda-feira, 2 de março de 2009

IFMG - Campus Ouro Preto - MG


INSTITUTO FEDERAL DE MINAS GERAIS - CAMPUS OURO PRETO
Rua Pandiá Calógeras, 898 - Bauxita - Ouro Preto - MG - Brasil
CNPJ: 23.067.283/0001-94 Inscrição Estadual: Isento
CEP: 35400-000
Telefone: (31) 3559 2622

Tecnólogo em Conservação e Restauro

O Curso Superior de Tecnologia em Conservação e Restauro do CEFET OP, em atendimento às diretrizes curriculares e atentos às necessidades sociais da região, tem como objetivo assegurar a formação de profissionais de nível superior, com capacitação técnica para o cumprimento das atividades de conservação e restauração de imóveis especialmente os de valor cultural, com visão crítica, abrangente e multidisciplinar, capazes de interagir com ampla gama de profissionais afetos às questões da construção civil, valorizando o patrimônio construído e utilizando, de forma racional, os recursos disponíveis.
Assim, o curso prioriza a compreensão dos processos tecnológicos e da metodologia de intervenção em bens culturais imóveis, cujas técnicas construtivas e materiais vernaculares vêm se perdendo ao longo dos anos pelo seu desconhecimento por parte dos operadores e planejadores das obras de restauração, conservação ou reforma. Este fato se agravou, sobremaneira, pelo desprezo que estas tecnologias ganharam no desenrolar do século XX, quando a industrialização sobrepujou os saberes e fazeres tradicionais e artesanais.
Para atingir este objetivo, o curso se articula em linhas metodologicamente estruturadas, cujos objetivos estão claramente definidos e articulados entre si, a saber:
- Fundamentação Técnico-Tecnológica: objetiva subsidiar o aluno nos aspectos técnico-tecnológicos, advindos da engenharia e da metodologia científica, permitindo o desenvolvimento das disciplinas de caráter tecnológico e prático-projetual.
- Fundamentação Histórico-Conceitual: objetiva subsidiar o aluno nos aspectos histórico-teórico-conceituais, possibilitando o entendimento contextualizado dos projetos e da tecnologia aplicada.
- Projetual: objetiva desenvolver as habilidades de desenho, de conhecimento diagnóstico dos objetos a serem restaurados e de processos de intervenção visando à conservação e à restauração de bens imóveis de caráter cultural.
- Tecnológica: objetiva promover o entendimento e o conhecimento de todos os materiais utilizados na arquitetura tradicional e aqueles utilizados modernamente em obras de conservação e restauração, assim como os sistemas e técnicas construtivos, possibilitando ao aluno propor soluções tecnológicas adequadas às teorias e aos conceitos da preservação.
- Gestão de Obras e Serviços: objetiva oferecer ao aluno conteúdos complementares, essenciais ao exercício profissional, assim como subsídios para atuação em gestão de obras e serviços, cujas ferramentas são essenciais para o exercício profissional de tecnólogo.
- Síntese: objetiva avaliar o processo de aprendizagem, através do trabalho de conclusão de curso e do estágio supervisionado.
A organização do curso nesta estrutura permite a priorização e a definição clara de seus objetivos, estabelecendo relações verticais e horizontais entre as diversas disciplinas. Verdadeiramente, pretende-se uma sólida integração entre as disciplinas do mesmo período, trabalhando de forma similar à “metodologia de projetos”.
A estruturação do curso segundo esta ótica permitirá, sobretudo, que os alunos realizem exercícios acadêmicos, baseados em objetos reais e palpáveis, que integrem a prática projetual a soluções tecnológicas compatíveis com os preceitos teóricos, legais e contextuais. O exercício da análise e da síntese baseado na crítica da realidade, na autonomia das decisões e na mensuração dos efeitos causados é fundamental para formar profissionais capazes de intervir em bens imóveis de valor cultural, muitas vezes protegidos por instrumentos legais municipais, estaduais ou federais e, mais que isto, representantes da identidade social e merecedores da afetividade de gerações.